quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

“Masstige means Prestige”


O que é Masstige?

É esta a pergunta que devemos estar a fazer neste momento…Masstige é um conceito criado por Silverstein e Fiske (2005) que resulta da combinação de Mass + Prestige.

E aparentemente todos nós, consumidores informados, decidimos em certas categorias fazer o “Trade Up” (dispomo-nos a pagar um preço Premium por produtos e serviços com melhor qualidade que os outros da mesma categoria, desde que isso nos faça sentir bem e nos proporcione valor aspiracional). Como para a maioria dos mortais não é possível fazer Trade Up em muitos bens, escolhemos bem aqueles em que vamos apostar. Obviamente quanto maior é o orçamento disponível maior será a disposição para fazer Trade Up num maior número de categorias de bens e serviços. Claro que a avaliação de prioridades varia de individuo para individuo.

Os bens do segmento New Luxury vieram encontrar um “Sweet spot” entre o preço e o volume. O pressuposto dos bens Masstige é permitir que o prestígio esteja ao alcance das massas.

Por exemplo, um consumidor poderá estar disposto a comprar produtos de limpeza de marcas de distribuição para posteriormente ter orçamento para comprar lingerie na Victoria’s Secret.

Os consumidores de produtos Masstige são conhecedores dos produtos, do conceito e das marcas. Sabem especificamente que tipos de produtos procuram e as mais-valias tecnológicas, de Design e funcionais que desejam desse produto. Por seu lado, os Players deste segmento de Novo Luxo têm de estar sempre um passo à frente e ser capazes de antecipar tendências. Para além disso têm de corresponder às expectativas dos consumidores e desenvolver os seus produtos e serviços de forma a não dececionar os seus clientes pois estes estão dispostos a pagar um preço Premium por este produto ou serviço desde que corresponda às suas expectativas. 
  
Existem marcas específicas deste segmento (Victoria’s Secret, Starbucks, etc.) mas também existem marcas de Luxo que fazem trade down e estendem a sua gama, disponibilizando às massas determinados produtos da sua marca (exemplo da Versace que criou uma colecção exclusiva para a H&M, seguindo o exemplo de outras como a Cavalli). A sua estratégia deverá estar bem definida, dessa forma não correrão o risco de desvirtuar a sua marca. E caso a estratégia esteja bem montada a marca poderá aproximar-se dos seus clientes e tornar os seus produtos Top ainda mais aspiracionais.

O segmento de New Luxury traz margens de lucro muito superiores aos bens de consumo de massas, e tem volumes de vendas muito superiores aos bens de Luxo. Este fator torna este segmento muito atrativo para novos Players e para os que já se encontram a operar neste segmento, mas também traz novos desafios de gestão e de marketing que as empresas deverão ser capazes de ultrapassar.  

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Story Telling...Publicar e partilhar...mas com conteúdo...

É normal no mês de Janeiro encontrarmos vários artigos sobre as tendências para o ano que está a começar.

Encontrei um artigo que achei especialmente interessante: "Best opportunities on the social web for hotels (and others) in 2012".

Existe mais uma nova tendência de marketing a "Application Economy" que é um conceito relacionado com o conceito de "story telling", onde os consumidores têm megafones digitais para partilhar as suas experiências e opiniões e que julgo que faz todo o sentido neste contexto.

Decidi introduzir este conceito neste Post porque segundo este artigo a tendência para 2012 é utilizar o social media de forma sustentada, com conteúdos interessantes e essencialmente verídicos. Ninguém quer mais do mesmo, estamos cansados de comunicações para massas, somos consumidores individuais e queremos ser tratados como tal.

O sucesso de páginas como o Trip Advisor deve-se essencialmente ao facto do consumidor preferir ouvir a opinião de outro consumidor e não do hotel ou empresa em questão.

Nos dias de hoje todos temos disponível à distância de um clique a oportunidade de partilhar a nossa opinião sobre um determinado produto, serviço ou marca. Podemos adorar ou detestar...cabe-nos a nós decidir o que escrever e dificilmente alguém poderá julgar-nos por isso.

O word of mouth pode funcionar a favor ou contra as empresas e dificilmente estas terão algum controlo sobre o que é escrito ou dito, porém poderão tentar acompanhar o que se passa na Web...

Marc Schiller, CEO of Bond Strategy fez a seguinte afirmação: “As a marketer I focus in on behaviors, not technologies. We really need to look at and adapt to the behaviors of what people do online—how they express themselves, how they create, how they curate. Then, you have to provide value to that. That is the key to success.” que achei muito interessante. É necessário conhecer as pessoas, a forma como elas se comportam online e como expressam o que estão a sentir, só se formos capazes de compreender o consumidor é que seremos capazes de acrescentar o valor esperado pelo consumidor ao nosso produto ou serviço. 

O maior desafio para uma empresa é ser capaz de atrair a atenção do consumidor com conteúdos do seu interesse e que sejam diferentes daquilo que vemos todos os dias e sobre o qual passamos os olhos e acabamos por já nem ver...

O Hotel Mandarin Oriental em Hong Kong decidiu apresentar a sua equipa através da sua página de Facebook e até fala dos pratos que o seu chefe executivo prepara e quais as influências desses seus cozinhados.

Outros hotéis há, que decidiram partilhar no social media fotografias artísticas dos arredores do seu hotel e de obras de arte que os hóspedes possam encontrar, óptimo exemplo de uma campanha para utilizar no Foursquare. Estas fotos são vistas pelos hóspedes muitas vezes como uma nova forma "review" e com a fotografia em voga como está neste momento, permite aos seus clientes expressarem a sua criatividade e ao mesmo tempo a opinião sobre o seu hotel. 

O Grupo Intercontinental optou por utilizar as fotografias dos seus hóspedes e os seus comentários e criar na sua página de Facebook álbuns específicos para partilhar com o resto dos seus seguidores as fotos postadas pelos seus hóspedes.


Já os Trump Hotel Collection, através da filha do magnata, Ivanka Trump que utiliza a sua página de Twitter e Facebook para fazer mais do que recomendar os seus hotéis e serviços, buscam uma relação mais próxima ao seu hóspede ou do cidadão  anónimo apenas seu seguidor das redes sociais. 


Ela descreve o seu dia-a-dia e todas as suas acções, tais como "Ivanka TrumpJust booked my flight to Toronto and can’t wait to explore @TrumpToronto – it is going to be exquisite come opening, Jan 31, 2012!" ou a fotografia que postou com a seguinte descrição: "On my bathroom vanity at Trump Soho... too funny!"


A "personificação" dos Trump Hotel Collection através de Ivanka Trump nas redes sociais, cria uma ligação pessoal entre o grupo e os seus seguidores. 

Ao partilhar detalhes da sua vida pessoal e dar referências de momentos passados nos seus hotéis e restaurantes, Ivanka está a dar um testemunho real da sua experiência e muito provavelmente a aguçar a curiosidade dos seus seguidores. 

Esta nova tendência poderá funcionar em vários sentidos pois cria uma sinergia entre os clientes e as organizações e traz valor real e acrescentado aos post das empresas. Partilhar informação com conteúdo e com o carimbo daqueles em que os consumidores confiam, os outros consumidores que já experimentaram determinado serviço ou produto. Por outro lado é uma forma das organizações terem um maior controlo sobre o "word of mouth".  














  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Geração do Skip Forward

Hoje saiu um artigo na Briefing que diz que Portugal viu em média 3 horas e 38 minutos de Televisão. 


O estudo foi feito pela Marktest e conclui que em média cada português com 4 ou mais anos de idade viu em média por dia 3 horas, 38 minutos e 31 segundos de televisão por dia nas suas casas.


Quem vê mais TV por região são os habitantes do Sul e em relação à classe social são os indivíduos de classe baixa, no geral em relação ao sexo quem vê mais TV são as mulheres. 


Os jovens, as crianças, os portugueses até aos 34 anos e os portugueses de classe média e alta são os que menos vêem TV. 


Ora...pensando bem tenho o exemplo disso lá por casa...


De verdade a pouca Televisão que vemos resume-se ao Jornal da manhã enquanto tomo banho e algumas séries de eleição que vemos ao chegar a casa depois do jantar.


Somos fãs da Fox Life e de séries como Modern Family, Anatomia de Grey, Clínica Privada, Donas de Casa Desesperadas etc...


Temos ainda as séries da Fox, verdadeiros clássicos como os The Simpsons, o o Family Guy. Mas também relíquias como o Prison Break.


Ao fim-de-semana temos maratonas desportivas com a Sport Tv 1, 2, 3 ...LOL


Mas mais importante que isso, o que fazemos na maioria das vezes é agendar a gravação dos programas que nos interessam e vê-los quando chegamos a casa e temos tempo para isso. Assim sendo, torna-se quase instintivo quando começa o intervalo o movimento de segurar o comando e saltar os minutos de publicidade até ao reinício do programa. 


Fazemos parte da "Skip Forward Generation", a geração do "Porquê?" que não está disposta a ouvir mensagens irrelevantes.


Usamos a tecnologia disponível na Meo Box para passar à frente (Skip Forward) de mensagens que não valorizamos. Aparentemente também filtramos (de uma maneira algo filosófica) as mensagens sem conteúdo, seleccionando o que aprendemos em cada uma delas. (Conceito apresentado pelo Professor Luiz Moutinho na aula de Novas Tendências de Marketing do mestrado de Marketing Management do Indeg - ISCTE 2012)


O desafio aqui para os Media será conseguir fazer-nos parar este skip forward. 







quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Porquê um Blogue?

Este blogue foi criado apenas porque achei que estava na altura de compilar num espaço meu algumas notícias que encontro, músicas de que gosto, textos interessantes, novidades e muito mais coisas que com o tempo espero vir a partilhar aqui.


Tenho uma enorme paixão pelo turismo de uma forma abrangente apesar da minha formação de base ser hotelaria. Recentemente comecei uma especialização em Marketing Management e descobri um novo mundo cheio de coisas interessantes e que se podem aplicar ao Turismo de todas as formas que possam imaginar e de muitas outras que nem nos passam pela cabeça.


Existem novas tendências e novas teorias que nos ultrapassam e que nos obrigam a "abrir a cabeça dura e habituada ao normal", coisas interessantes e fascinantes sobre as quais espero poder escrever e partilhar muito por aqui :)


Se por acaso algum de vós tropeçar no meu Blogue não espere textos muito bem escritos e por favor não implique com os erros ortográficos, porque o meu objectivo não é ser escritora, é apenas partilhar com alguém que possa querer ler aquilo que acho interessante! :)


Uma das coisas que provavelmente vão descobrir é que adoro viajar.




Não é um Blogue sobre Turismo, nem sobre Marketing, nem sobre moda, no fundo não é um Blogue com um tema específico mas sim com vários. Vou escrever, ler e partilhar sobre aquilo que gosto, que pode ir desde os saldos até a uma refeição ligeira numa esplanada à beira rio.